Para pacientes com epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso, a neurocirurgia funcional oferece alternativas eficazes de controle das crises. O Dr. Arthur Lopes, neurocirurgião especializado em neuromodulação, atende em Recife e recebe pacientes de todo o Nordeste.
Para pacientes com epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso, a neurocirurgia funcional oferece alternativas eficazes de controle das crises. O Dr. Arthur Lopes, neurocirurgião especializado em neuromodulação, atende em Recife e recebe pacientes de todo o Nordeste.
Quando a epilepsia é considerada refratária?
A epilepsia é classificada como refratária (ou fármaco-resistente) quando as crises continuam a ocorrer mesmo após o uso adequado de pelo menos dois medicamentos antiepilépticos diferentes, em doses corretas. Nesses casos, a avaliação para tratamento cirúrgico deve ser considerada — quanto antes essa avaliação acontecer, maiores as chances de um bom resultado a longo prazo.
Cerca de 30% dos pacientes com epilepsia não respondem satisfatoriamente à medicação isolada, e para eles a neuromodulação representa uma via real de redução — e em alguns casos, controle — das crises.
O que é neuromodulação no tratamento da epilepsia?
Neuromodulação é o conjunto de técnicas que atuam regulando a atividade elétrica anormal do sistema nervoso, sem necessariamente remover tecido cerebral. Diferente da cirurgia ressectiva (que retira o foco epiléptico), a neuromodulação é indicada principalmente quando:
- O foco das crises não pode ser identificado com precisão
- O foco está em uma área cerebral que não pode ser removida com segurança (área eloquente)
- Há múltiplos focos ou epilepsia generalizada
- O paciente não é candidato ideal à cirurgia ressectiva
As duas principais modalidades de neuromodulação disponíveis são o VNS (estimulação do nervo vago) e o DBS (estimulação cerebral profunda).
Estimulação do Nervo Vago (VNS)
O VNS consiste no implante de um pequeno dispositivo, semelhante a um marca-passo, sob a pele do tórax, conectado ao nervo vago no pescoço. O dispositivo emite estímulos elétricos programados que ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises.
Vantagens do VNS:
- Procedimento cirúrgico de menor porte, com recuperação mais rápida
- Não requer abertura do crânio
- Pode ser ajustado e desligado, se necessário
- O próprio paciente pode ativar um estímulo extra ao perceber sinais de aura, em alguns modelos
Estimulação Cerebral Profunda (DBS) para epilepsia
O DBS, mais conhecido pelo uso em Parkinson e tremor essencial, também é uma opção aprovada para epilepsia refratária, especialmente quando o alvo é o núcleo anterior do tálamo. Consiste no implante de eletrodos que modulam a atividade elétrica das redes cerebrais envolvidas nas crises, reduzindo sua frequência ao longo do tempo.
Quando o DBS é considerado para epilepsia:
- Epilepsia focal refratária sem indicação de cirurgia ressectiva
- Casos em que o foco epiléptico é bilateral ou múltiplo
- Após avaliação multidisciplinar confirmando que os benefícios superam os riscos do implante
Como é feita a avaliação para cirurgia de epilepsia
- Consulta e histórico clínico detalhado — tipos de crise, frequência, medicações já utilizadas
- Vídeo-EEG prolongado — para localizar a origem elétrica das crises
- Exames de imagem (ressonância magnética de alta resolução, e quando necessário PET ou SPECT)
- Avaliação neuropsicológica — para mapear funções cognitivas antes de qualquer decisão cirúrgica
- Discussão multidisciplinar — definição conjunta entre neurologista e neurocirurgião sobre a melhor abordagem: cirurgia ressectiva, VNS ou DBS
Atendimento para pacientes de Recife e de todo o Nordeste
O Dr. Arthur Lopes atua em consultório próprio, no Empresarial Renato Dias, e nos melhores hospitais da cidade (Real Hospital Português, Hospital Memorial Star, Hospital Esperança, Hospital Santa Joana, Hospital Jayme da Fonte) e outros, em Recife, referência em neurocirurgia funcional na região. Pacientes de cidades como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Natal, Salvador e Fortaleza também são atendidos, com suporte para organizar a jornada de tratamento — desde a primeira consulta, que pode ser inicialmente realizada por teleconsulta, até o acompanhamento pós-operatório.
Perguntas frequentes
VNS e DBS curam a epilepsia? Não. Ambos são tratamentos de controle, não de cura. O objetivo é reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises, melhorando a qualidade de vida — em muitos casos, permitindo redução da medicação.
Qual a diferença entre VNS e DBS para epilepsia? O VNS estimula o nervo vago no pescoço e não envolve cirurgia no crânio. O DBS implanta eletrodos diretamente no cérebro. A escolha depende do tipo de epilepsia, da localização das crises e da avaliação individual do paciente.
Toda epilepsia refratária tem indicação de cirurgia? Não necessariamente. A indicação depende de uma avaliação completa, incluindo vídeo-EEG e exames de imagem. Alguns pacientes são candidatos à cirurgia ressectiva (retirada do foco), outros à neuromodulação (VNS ou DBS), e a decisão é sempre multidisciplinar.
Quanto tempo até perceber melhora com o VNS ou DBS? A resposta é gradual. Muitos pacientes notam redução das crises ao longo dos primeiros meses, com melhora progressiva à medida que os parâmetros de estimulação são ajustados.
Pacientes de fora de Recife podem ser atendidos? Sim. O consultório recebe pacientes de todo o Nordeste, em conjunto com o neurologista que já acompanha o caso.
Agende uma avaliação para tratamento cirúrgico de epilepsia com o Dr. Arthur Lopes [Agendar consulta] · [Falar no WhatsApp: (81) 99249-3340]
