Para uma parcela de pacientes com depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) que não respondem a tratamentos convencionais, a neuromodulação oferece uma via adicional de tratamento, sempre em conjunto com a equipe de psiquiatria. O Dr. Arthur Lopes, neurocirurgião especializado em neurocirurgia funcional, atende em Recife e recebe pacientes de todo o Nordeste.
Quando a neurocirurgia é considerada em psiquiatria?
A neurocirurgia não substitui o tratamento psiquiátrico — ela entra como recurso adicional para uma parcela específica de pacientes com depressão resistente ao tratamento ou TOC grave e incapacitante, quando:
- Duas ou mais classes de antidepressivos (ou, no caso do TOC, terapias combinadas com inibidores seletivos de recaptação de serotonina) já foram tentadas em doses e tempo adequados, sem resposta satisfatória
- Psicoterapia estruturada (como terapia cognitivo-comportamental) já foi tentada de forma consistente
- Outros recursos, como eletroconvulsoterapia, já foram considerados ou utilizados
- O quadro compromete de forma grave e persistente a funcionalidade e a qualidade de vida
A decisão é sempre conjunta entre psiquiatra e neurocirurgião, com avaliação multidisciplinar rigorosa antes de qualquer indicação.
Estimulação do Nervo Vago (VNS) para depressão resistente
O VNS, já bastante estabelecido no tratamento de epilepsia refratária, também tem indicação aprovada para depressão resistente ao tratamento em casos selecionados. Consiste no implante de um pequeno dispositivo sob a pele do tórax, conectado ao nervo vago no pescoço, que envia estímulos elétricos regulares capazes de modular circuitos cerebrais associados ao humor.
Características do tratamento com VNS para depressão:
- Procedimento cirúrgico de menor porte, sem necessidade de abrir o crânio
- Efeito gradual — a resposta costuma se desenvolver ao longo de meses, não imediatamente
- Mantido em conjunto com o acompanhamento psiquiátrico contínuo
- Ajustável e reversível
Estimulação Cerebral Profunda (DBS) para TOC grave
O DBS para TOC e depressão é indicado em casos graves e refratários, quando o transtorno causa incapacidade significativa mesmo após tratamento psiquiátrico intensivo. O procedimento consiste no implante de eletrodos em núcleos cerebrais específicos envolvidos nos circuitos de compulsão e ansiedade, com o objetivo de modular essa atividade e reduzir a intensidade dos sintomas.
Como é conduzida a avaliação para DBS em TOC:
- Confirmação diagnóstica e histórico terapêutico — revisão detalhada de todos os tratamentos já tentados (farmacológicos e psicoterápicos)
- Avaliação psiquiátrica e neuropsicológica aprofundada — para confirmar gravidade, refratariedade e ausência de contraindicações
- Discussão em equipe multidisciplinar — psiquiatra, neurocirurgião e, quando possível, neuropsicólogo, avaliando conjuntamente os riscos e benefícios
- Implante dos eletrodos — cirurgia guiada por neuronavegação de alta precisão
- Programação e acompanhamento contínuo — ajuste dos parâmetros de estimulação ao longo do tempo, em conjunto com o seguimento psiquiátrico
Uma decisão sempre multidisciplinar
Tanto o VNS quanto o DBS em psiquiatria só são considerados após esgotadas as alternativas convencionais, e o acompanhamento psiquiátrico continua sendo central antes, durante e após a cirurgia. O papel do neurocirurgião é técnico e complementar — a condução clínica do quadro psiquiátrico permanece com o psiquiatra responsável pelo paciente.
Atendimento para pacientes de Recife e de todo o Nordeste
O Dr. Arthur Lopes atua em consultório próprio, no Empresarial Renato Dias, e nos melhores hospitais da cidade (Real Hospital Português, Hospital Memorial Star, Hospital Esperança, Hospital Santa Joana, Hospital Jayme da Fonte) e outros, em Recife, referência em neurocirurgia funcional na região. Pacientes de cidades como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Natal, Salvador e Fortaleza também são atendidos, com suporte para organizar a jornada de tratamento — desde a primeira consulta, que pode ser inicialmente realizada por teleconsulta, até o acompanhamento pós-operatório.
Perguntas frequentes
VNS e DBS curam a depressão ou o TOC? Não. São tratamentos complementares que buscam reduzir a intensidade dos sintomas e melhorar a resposta a outros tratamentos, não substituem o acompanhamento psiquiátrico contínuo.
Qualquer pessoa com depressão ou TOC pode fazer esse tratamento? Não. A indicação é restrita a casos graves e comprovadamente refratários a múltiplas tentativas de tratamento convencional, após avaliação multidisciplinar detalhada.
Quem indica o tratamento, o psiquiatra ou o neurocirurgião? A indicação é sempre conjunta. O psiquiatra que acompanha o paciente confirma a refratariedade e a gravidade do quadro; o neurocirurgião avalia a viabilidade técnica e realiza o procedimento; o acompanhamento clínico continua sendo psiquiátrico.
Quanto tempo até perceber melhora com o VNS ou DBS? A resposta costuma ser gradual, desenvolvendo-se ao longo de semanas a meses após o início da estimulação, com ajustes progressivos dos parâmetros.
Pacientes de fora de Recife podem ser atendidos? Sim. O consultório recebe pacientes de todo o Nordeste, em conjunto com o psiquiatra que já acompanha o caso.
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